sábado, 5 de julho de 2014

Felizes coincidências

Na Rua Dona Estefânia nasceu um espaço dedicado ao design e arte, sinalizado por um belíssimo carro clássico de cor bege. O seu nome intrigava Exibicionista mas nunca tínhamos realmente parado para espreitar com mais atenção. Há umas semanas, descobrimos afinal que este espaço era gerido por uma amiga que nos convidou a conhecer o seu novo projecto.

O Espaço Exibicionista é um espaço híbrido onde desfilam diferentes peças que vão desde a joalharia, a design de moda passando pelas artes plástica. Uma nova montra de talentos que trabalham com um leque variado de materiais que despertam os nossos sentidos.
Através de exposições, apresentações e concursos, o Espaço Exibicionista é um novo ponto de encontro com uma abordagem invulgar. Cada mês, renova o seu recheio com peças originais nas 3 vertentes e conquista novos visitantes. Em 2015, a E Viveram Felizes Para Sempre foi convidada a expor. Proximamente, daremos notícias. Se entretanto a curiosidade o deixar impaciente, faça uma visita ao nº 157C. 

Mais info: https://www.facebook.com/EExibicionista/info

Corrente d'Arte

Exposição Colectiva

No final de 2011, as peças da E Viveram Felizes para Sempre foram apresentadas pela 1ª vez num espaço de Galeria. Numa exposição colectiva que juntou joalharia, design, desenho e artes plásticas, quisemos perceber qual seria a reacção de um público diferente às caixinhas com histórias ou aos vários exercícios de colagens. Se por um lado, o visitante frequente da Galeria estava habituado a artes mais convencionais, não ficou indiferente às provocações de Bruno Cecílio.

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A CORRENTE D'ARTE é uma galeria de Arte localizada na Av. Dom Carlos que nasce em 20016. Tem organizado exposições colectivas e individuais de artistas portugueses e estrangeiros, tendo em especial consideração a mostra de trabalhos de artistas jovens.


Exposição Colectiva 2009: Geração VHS

Geração VHS 





Integrada na programação tangencial da EXD’09, Geração VHS é uma exposição performativa que resulta de uma fusão singular de um colectivo de artistas e performers. Realizada entre 5 e 7 de Novembro de 2009 apresenta diversos trabalhos em vídeo, fotografia, site specific, performance, DJ set e VJ. Inspirada no tema da velocidade e aceleração que tão bem caracterizam a sociedade propôs uma reflexão sobre a transformação da definição da linguagem, observando a canibalização da tecnologia sobre o conteúdo. 
De uma visão, ou perspectiva macro intimamente relacionada com registo analógico que grava e regrava muda-se para uma perspectiva Nano da Era digital, focada no pixel de alta definição. Remetendo para a perda de geração e de memória, o projecto Geração VHS digitaliza o analógico, digere e regurgita uma forma alternativa de “entretenimento”. 

Apresentada na nave central da LXFactory, Geração VHS apresenta-se na forma de uma celebração do desejo de entretenimento em 3 noites, 3 festas em que todos foram convidados a participar na criação de um ambiente lúdico genuinamente efémero ao ritmo de um fast-forward e rewind em simultâneo. Esta representou uma primeira intervenção de uma série que integra longas e curtas metragens, exposições, happenings e programas TV. 

Participantes: E Viveram Felizes Para Sempre, Fernando Fadigas, Pedro Mira, Ruy Otero, Sandra Zuzarte, com participação especial de Emanuel e Luís El Gris. 

Mais info:
http://www.experimentadesign.pt/2009/pt/02-06-02.html?_parallel/geracao.html




domingo, 14 de novembro de 2010

Solidariedade artística: uma estreia


Para celebrar o 13º Aniversário do Centro, a ILGA Portugal organizou um Leilão de Obras de Arte para angariar fundos para as obras de requalificação do edifício cedido pela Câmara Municipal de Lisboa . Neste âmbito, a adesão permitiu reunir uma alargada colecção de peças entre as quais a E Viveram Felizes para Sempre que doou uma peça da sua série de registos intitulada "Paris Hilton".
Espaço cultural e comunitário para as pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgénero e para a sociedade em geral - o Centro oferece uma programação regular. Além das actividades culturais, lúdicas e políticas, o Centro disponibiliza serviços essenciais e gratuitos à comunidade LGBT como o Centro de Documentação, o Serviço de Aconselhamento Psicológico, de Aconselhamento Jurídico, entre outros. 
O 1º Leilão da ILGA foi conduzido por Anísio Franco, contando com a presença de alguns artistas. A Colecção incluiu obras de Ana Pérez-Quiroga, Ana Vidigal, Carlos Silva, E Viveram Felizes Para Sempre, Isabelle Faria, Joana Gancho, Julio Dolbeth, Luisa Cunha, Marije Nederveen, Pedro Gomes, Rodrigo Oliveira, Rodrigo Peixoto, Soraya Vasconcelos, Susana Mendes Silva, Vasco Araújo, Xana.
Apesar da determinação do leiloeiro nem todas as obras foram entregues. A Paris Hilton acabou por ficar em "casa". Não bastou a solidariedade do artista ; )

Le Voyeur Part III

No passado dia 5 de Novembro foram inauguradas as 14 casas de banho da LxFactory, todas com tipologias muito diferentes, e com distinção de géneros o que não acontecia naquela em que nos dedicámos durante horas a fio, em companhia de alguns amigos que vieram participar. Durante a criação, não imaginamos as reacções das pessoas que decidem entrar. A frase do Padre António Vieira que dá as boas vindas não desvenda aquilo que as pessoas irão sentir ao entrar neste espaço. Foi com surpresa que percebemos que as pessoas sentiam-se inibidas de usarem estes espaços não imaginando ser possível intervenções tão profundas sobretudo num local geralmente tão esquecido e por vezes pouco acolhedor. No caso específico da casa de banho do edifício H, a imensa supresa começou logo com a chegada dos vigilantes a questionarem se não existiria ali algum acto de vandalismo. Quando os convidámos a também deixarem um testemunho na parede não se sentiram à vontade não estando totalmente confiantes com a resposta. Terão eles ligado á administração para certificar que estava previsto a participação de um colectivo chamado E Viveram felizes para sempre...verdade se diga tinhamos todos um ar muito feliz, deixando fluir os nossos pensamentos mais recôndidos ou expôr mensagens de autores desconhecidos, anteriormente lidas noutros locais como aquele. 


Finalizadas, a visita ao local tem sido para uns divertida ficando a ler calmamente frases soltas procurando um sentido, para outros a supresa torna-se desagrável acreditando que as câmaras estão verdadeiramente a funcionar. Nunca teria imaginado tanta incredulidade. Não sera óbvio que a captação de imagens num espaço reservado a tanta intimidade seja tão proibida que nem mesmo arte poderia ultrapassar os limites legais? A provocação funcionou bem melhor do que imaginado inicialmente. Agora, será que a reflexão das pessoas continua depois de sairem deste espaço? Qual a conclusão que dali tiram excepto a sensação claustrofóbica que as inúmeras mensagens geram na psique do ser humano? Será que quem mais gosta do resultado, é quem mais critica esta era da exposição pessoal a todo o custo? Talvez teremos ocasião de trocar impressões com desconhecidos cuja visita é feita com tempo, vagaroso.  

sábado, 16 de outubro de 2010

Le Voyeur Part II

Quando fomos desafiados a intervir em casas de banho - pelo 2ª vez aliás - a imagem que nos veio logo à cabeça foi dos telhados repletos de peças de loiça para instalações sanitária de todas as cores e feitos. A última vez que estivemos a descortinar o conteúdo destas instalações foi na Cortiço e Filhos que ficava ali em Benfica e onde ficámos com imensa vontade de refazer a casa de banho de casa e adquirir peças únicas de cores espanpanantes. Infelizmente não fomos a tempo disso mas o Atelier Pedrita cedeu estas fantásticas imagens que ilustram esta cultura do caos que caracteriza Portugal e que esperamos não perder de vista. 
No caso específico da intervenção na LXFactory tivémos de nos centrar no ambiente geral uma vez que o investimento disponível era reduzido.
O conceito rapidamente nasceu inspirado do prazer que as pessoas tiram nos momentos de exibição. Tudo fazem para ser vistas, ficar em registos fotográficos... procuram as câmeras e nutrem naturalmente o outro lado de quem prefere ficar a ver. 
Assim, teriamos de reunir uma série de equipamento de captação de imagens pelo que fomos à procura de um parceiro que nos apoiasse. Numa altura de crise, a abertura é ainda menor mas não baixámos os braços. Sabemos que as pessoas querem fazer o mínimo e que tudo as cansa mas haveria concerteza organizações que olhassem para esta parceria de outra forma. Que sentiriam prazer em poder contribuir para um projecto que estivesse intimamente ligado à sua actividade ao contrário da maioria dos pedidos de apoios, quem não se limitaria a ler o título e passar à frente procurando sempre encarar os pedidos como oportunidades e nao como meros requisitos de afazeres. 
Metodicamente, iniciámos a ronda reunindo grandes e pequenas empresas apresentando o projecto detalhadamente após um primeiro contacto mais humano e personalizado. As repostas tradavam e apesar da insistência nada parecia desbloquear. Fomos adquirindo novos interlocutores menos óbvios e de repente de um dia para o outro, tudo aconteceu como se fosse a coisa mais simples do mundo. Agradecemos ao Grupo Securitas por nos ter encaminhado até à Niscayah, especialistas em sistemas de videovigilância. A eficácia da foi incrível. Muito Obrigada a toda a equipa que se envolveu com total simpatia na obtenção de equipamento diversos. 

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pull Over: alguma vez imaginei??

Só mesmo por amor à arte e amizade ao Luis, consegui ultrapassar a minha timidez e dificuldade em representar. Nunca pensei estar exposto a este tipo de situação, pois ter uma camara a seguir-me não provoca o fascínio que pode ter para as novas gerações que não passam um único dia sem tirar fotos, partilhar vídeos, em suma viver sob a lógica de ver e ser visto a toda a hora e minuto. Claro que o facto de estar entre amigos foi a única forma de poder entregar-me desta forma à criação de um personagem que felizmente pouco ou nada falava. Na verdade tive de decorar uma longa deixa do texto inspirado na obra de Thomas Bernard que acabou por ser dobrada (nada mais fácil). Estive uma noite de angústia que não me valeu de nada.
Toda esta produção foi uma aventura em Sintra. Parecia um remake das histórias dos 5 mas aqui não havia cão. Na verdade não era o único a estrear-me, a Sofia era minha cúmplice todavia como mulher que é, tem mais rodagem de representação mesmo que seja num círculo restricto da vida social.

Não havendo produção, tinhamos de fazer um pouco de tudo. O dia iniciou quando fomos buscar o  famoso Mercedes, adereço principal. A viagem nele até Sintra teve outro sabor e o ritmo dos ponteiros pareceu mudar de cadência. Depois foi escolher o local que reunisse as condições de luz e som ideais para o equipamento disponível (os mínimos olímpicos). Nem sempre o perchista concordava com o realizador mas lá se chegou ao consenso enquanto a Sofia retocava o baton pelo retrovisor enquanto o motorista permanecia silencioso a olhar para a valsa, à espera das indicações.
Como era de esperar tivémos de repetir cenas e dar a volta com o Mercedes-Benz na estrada sinuosa uqe serpenteava a encosta. Foi nesse momento que tivémos um calafrio com a "relíquia" pois quase que a lançávamos para a ravina. Em vez de pôr a marcha atrás, só conseguiamos encaixar 1ª...Felizmente só passou de um susto e muitas gargalhadas.

O filme fez parte de uma performance do Luis Elgris no fabuloso Jardim botânico dos Museus da Politécnica que raramente é visitado. Aproveito a ocasião para lembrar que este é um excelente spot para ler ou simplesmente namorar a natureza e observar a cidade.
Aqui partilho.
http://www.youtube.com/watch?v=zuwY1es8n3M&feature=related