domingo, 14 de novembro de 2010

Solidariedade artística: uma estreia


Para celebrar o 13º Aniversário do Centro, a ILGA Portugal organizou um Leilão de Obras de Arte para angariar fundos para as obras de requalificação do edifício cedido pela Câmara Municipal de Lisboa . Neste âmbito, a adesão permitiu reunir uma alargada colecção de peças entre as quais a E Viveram Felizes para Sempre que doou uma peça da sua série de registos intitulada "Paris Hilton".
Espaço cultural e comunitário para as pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgénero e para a sociedade em geral - o Centro oferece uma programação regular. Além das actividades culturais, lúdicas e políticas, o Centro disponibiliza serviços essenciais e gratuitos à comunidade LGBT como o Centro de Documentação, o Serviço de Aconselhamento Psicológico, de Aconselhamento Jurídico, entre outros. 
O 1º Leilão da ILGA foi conduzido por Anísio Franco, contando com a presença de alguns artistas. A Colecção incluiu obras de Ana Pérez-Quiroga, Ana Vidigal, Carlos Silva, E Viveram Felizes Para Sempre, Isabelle Faria, Joana Gancho, Julio Dolbeth, Luisa Cunha, Marije Nederveen, Pedro Gomes, Rodrigo Oliveira, Rodrigo Peixoto, Soraya Vasconcelos, Susana Mendes Silva, Vasco Araújo, Xana.
Apesar da determinação do leiloeiro nem todas as obras foram entregues. A Paris Hilton acabou por ficar em "casa". Não bastou a solidariedade do artista ; )

Le Voyeur Part III

No passado dia 5 de Novembro foram inauguradas as 14 casas de banho da LxFactory, todas com tipologias muito diferentes, e com distinção de géneros o que não acontecia naquela em que nos dedicámos durante horas a fio, em companhia de alguns amigos que vieram participar. Durante a criação, não imaginamos as reacções das pessoas que decidem entrar. A frase do Padre António Vieira que dá as boas vindas não desvenda aquilo que as pessoas irão sentir ao entrar neste espaço. Foi com surpresa que percebemos que as pessoas sentiam-se inibidas de usarem estes espaços não imaginando ser possível intervenções tão profundas sobretudo num local geralmente tão esquecido e por vezes pouco acolhedor. No caso específico da casa de banho do edifício H, a imensa supresa começou logo com a chegada dos vigilantes a questionarem se não existiria ali algum acto de vandalismo. Quando os convidámos a também deixarem um testemunho na parede não se sentiram à vontade não estando totalmente confiantes com a resposta. Terão eles ligado á administração para certificar que estava previsto a participação de um colectivo chamado E Viveram felizes para sempre...verdade se diga tinhamos todos um ar muito feliz, deixando fluir os nossos pensamentos mais recôndidos ou expôr mensagens de autores desconhecidos, anteriormente lidas noutros locais como aquele. 


Finalizadas, a visita ao local tem sido para uns divertida ficando a ler calmamente frases soltas procurando um sentido, para outros a supresa torna-se desagrável acreditando que as câmaras estão verdadeiramente a funcionar. Nunca teria imaginado tanta incredulidade. Não sera óbvio que a captação de imagens num espaço reservado a tanta intimidade seja tão proibida que nem mesmo arte poderia ultrapassar os limites legais? A provocação funcionou bem melhor do que imaginado inicialmente. Agora, será que a reflexão das pessoas continua depois de sairem deste espaço? Qual a conclusão que dali tiram excepto a sensação claustrofóbica que as inúmeras mensagens geram na psique do ser humano? Será que quem mais gosta do resultado, é quem mais critica esta era da exposição pessoal a todo o custo? Talvez teremos ocasião de trocar impressões com desconhecidos cuja visita é feita com tempo, vagaroso.  

sábado, 16 de outubro de 2010

Le Voyeur Part II

Quando fomos desafiados a intervir em casas de banho - pelo 2ª vez aliás - a imagem que nos veio logo à cabeça foi dos telhados repletos de peças de loiça para instalações sanitária de todas as cores e feitos. A última vez que estivemos a descortinar o conteúdo destas instalações foi na Cortiço e Filhos que ficava ali em Benfica e onde ficámos com imensa vontade de refazer a casa de banho de casa e adquirir peças únicas de cores espanpanantes. Infelizmente não fomos a tempo disso mas o Atelier Pedrita cedeu estas fantásticas imagens que ilustram esta cultura do caos que caracteriza Portugal e que esperamos não perder de vista. 
No caso específico da intervenção na LXFactory tivémos de nos centrar no ambiente geral uma vez que o investimento disponível era reduzido.
O conceito rapidamente nasceu inspirado do prazer que as pessoas tiram nos momentos de exibição. Tudo fazem para ser vistas, ficar em registos fotográficos... procuram as câmeras e nutrem naturalmente o outro lado de quem prefere ficar a ver. 
Assim, teriamos de reunir uma série de equipamento de captação de imagens pelo que fomos à procura de um parceiro que nos apoiasse. Numa altura de crise, a abertura é ainda menor mas não baixámos os braços. Sabemos que as pessoas querem fazer o mínimo e que tudo as cansa mas haveria concerteza organizações que olhassem para esta parceria de outra forma. Que sentiriam prazer em poder contribuir para um projecto que estivesse intimamente ligado à sua actividade ao contrário da maioria dos pedidos de apoios, quem não se limitaria a ler o título e passar à frente procurando sempre encarar os pedidos como oportunidades e nao como meros requisitos de afazeres. 
Metodicamente, iniciámos a ronda reunindo grandes e pequenas empresas apresentando o projecto detalhadamente após um primeiro contacto mais humano e personalizado. As repostas tradavam e apesar da insistência nada parecia desbloquear. Fomos adquirindo novos interlocutores menos óbvios e de repente de um dia para o outro, tudo aconteceu como se fosse a coisa mais simples do mundo. Agradecemos ao Grupo Securitas por nos ter encaminhado até à Niscayah, especialistas em sistemas de videovigilância. A eficácia da foi incrível. Muito Obrigada a toda a equipa que se envolveu com total simpatia na obtenção de equipamento diversos. 

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pull Over: alguma vez imaginei??

Só mesmo por amor à arte e amizade ao Luis, consegui ultrapassar a minha timidez e dificuldade em representar. Nunca pensei estar exposto a este tipo de situação, pois ter uma camara a seguir-me não provoca o fascínio que pode ter para as novas gerações que não passam um único dia sem tirar fotos, partilhar vídeos, em suma viver sob a lógica de ver e ser visto a toda a hora e minuto. Claro que o facto de estar entre amigos foi a única forma de poder entregar-me desta forma à criação de um personagem que felizmente pouco ou nada falava. Na verdade tive de decorar uma longa deixa do texto inspirado na obra de Thomas Bernard que acabou por ser dobrada (nada mais fácil). Estive uma noite de angústia que não me valeu de nada.
Toda esta produção foi uma aventura em Sintra. Parecia um remake das histórias dos 5 mas aqui não havia cão. Na verdade não era o único a estrear-me, a Sofia era minha cúmplice todavia como mulher que é, tem mais rodagem de representação mesmo que seja num círculo restricto da vida social.

Não havendo produção, tinhamos de fazer um pouco de tudo. O dia iniciou quando fomos buscar o  famoso Mercedes, adereço principal. A viagem nele até Sintra teve outro sabor e o ritmo dos ponteiros pareceu mudar de cadência. Depois foi escolher o local que reunisse as condições de luz e som ideais para o equipamento disponível (os mínimos olímpicos). Nem sempre o perchista concordava com o realizador mas lá se chegou ao consenso enquanto a Sofia retocava o baton pelo retrovisor enquanto o motorista permanecia silencioso a olhar para a valsa, à espera das indicações.
Como era de esperar tivémos de repetir cenas e dar a volta com o Mercedes-Benz na estrada sinuosa uqe serpenteava a encosta. Foi nesse momento que tivémos um calafrio com a "relíquia" pois quase que a lançávamos para a ravina. Em vez de pôr a marcha atrás, só conseguiamos encaixar 1ª...Felizmente só passou de um susto e muitas gargalhadas.

O filme fez parte de uma performance do Luis Elgris no fabuloso Jardim botânico dos Museus da Politécnica que raramente é visitado. Aproveito a ocasião para lembrar que este é um excelente spot para ler ou simplesmente namorar a natureza e observar a cidade.
Aqui partilho.
http://www.youtube.com/watch?v=zuwY1es8n3M&feature=related

Geração VHS: Um filme promocional

Frequentemente a cultura é promovida com filmes que se querem intelectuais, sérios, recorrendo a uma linguagem hermética que os torna pouco apelativos ou sedutores. Não será contudo por isso que a cultura sofre do mal da falta de espectadores. Mas claro 20 segundos é um tempo curto para apresentar conceitos tão complexos como aqueles que estão por trás de peças de teatro, livros ou exposições. Além disso, não há propriamente orçamentos destinados para tais produções ao contrário da publicidade e das grandes marcas/grupos empresariais.
Para a divulgação deste projecto - Geração VHS - em que tivémos o apoio da RTP, decidimos produzir um spot em que ele próprio seria conteúdo expositivo funcionando como um verdadeiro contraponto à lógica publicitária sem, no entanto, tornar-se numa mensagem fria e distante de quem fala do alto de um pedestal. Queriamos que fosse uma peça que pudesse, à semelhança de um videoclip, privilegiar a capacidade de sedução pela forma envolvente como cativa o olhar do espectador mais desatento. Uma peça que interpelasse o público sob a forma de um "clin d'oeil", subtil mas carismático.
À medida que se rodava na zona industrial de Sta Apolónia, mais desejavamos acrescentar história ao pequeno "episódio promocional". Dali quase partiamos para a criação de uma curta-metragem quando tínhamos de ser extremamente sucintos. Por isso, não resitimos em editar duas versões: uma curta para televisão e outra de 45 secundos para outros meios e suportes.
Nestas imagens evocamos outras memórias, umas da infâncias, outras associadas às salas de cinema dos anos 80. Esta foi a primeira experiência de outras tantas. O bicho ficou.
E não há dúvida que FAMEL é a sigla de "Foda-se a mota é linda".
Aliás desde então, tenho pensado em produzir uma peça mais extensa sobre estes objectos de design português que tendem a resistir ainda pelas aldeias mais protegidas da correria urbana onde o tempo corre mais lentamente deixando os seus habitantes saborear melhor as suas minis ao balcão, ou os perceves na esplanada do compadre conjuntamente com outros pescadores e amadores das águas salgadas. O tempo dirá se o meu argumento terá capacidade para catalizar energias e tornar-se realidade. No entretanto, fica este pequeno testemunho.
http://www.youtube.com/watch?v=7hsBnah-My0&feature=related 

Um filme, um processo: K

Num trabalho conjunto entre a E Viveram Felizes para Sempre e o Ruy Otero, recentemente foi apresentado um filme  que aborda o tema da lógica do cinema aliado às questões da representação. Esta peça experimental que conta com a participação de actores - Luis Elgris e Manuel Arada-, do argumentista Bruno Cecílio e do próprio realizador Ruy Otero, integrou a programação do Festival de vídeo-arte "AoGosto" produzido pela associação Sou. Um filme que por opção não houve praticamente edição onde impera uma anarquia formal e o acaso se cruza com uma intenção desconstrutiva dos códigos e lógicas da 7ª arte. 
Uma proposta de risco, com 60 minutos, que foi recompensada por uma surpreente adesão do espectador da pequena sala instalada no Bairro da Graça. Esta primeira reacção leva-nos a querer levar o projecto a mais públicos apresentando candidaturas a alguns Festivais de Cinema independente.

domingo, 5 de setembro de 2010

Direcção África do Sul

O simbolo como a bandeira não podia deixar de ser uma matéria de interesse para a E Viveram Felizes Para Sempre. Não apenas pela riqueza de associação como por ter vindo a ter um protagonismo diferente desde o Europeu 2004. Nesta altura, o país encheu-se de bandeiras nem sempre conforme ditam as regras, nem sempre colocada no sentido que é suposto. Um sentimento nacionalista que fora estimulado por alguém de fora é sempre um fenómeno insperado que desperta a atenção dos mais curiosos. Assim, nasce a peça "A pátria que me pariu" e que representa a imagem do perfil deste blog já que o trabalho desenvolvido está intimamente ligado ao território no qual nos movemos e trabalhamos. È nele que brotam os materiais que curto-circuitaram.
Esta peça acabou por seduzir um estrangeiro que fez um incursão local e que desejou guardar um souvenir original que evocasse referências da cultura nacional sem passar pelo tradicional merchandising. Mas claro não foi possível partir com o seu novo dono ficando a aguardar uma melhor oportunidade. Aconteceu em Setembro 2010 e estamos curiosos de saber como foi viajar para tão longe...Esperemos que chegue a bom porto como é suposto. Seguramente que irá intriguar os convidados do lar, mais ainda num contexto maioritariamente muçulmano. Ficamos contentes com esta exportação, se bem que desperte sempre um pouco um sentimento de perda. A pátria agora partiu, para terras longíquas para seduzir outros olhares.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Le Voyeur


Desde da sua reconversão, a LXFactory tem vindo a ser um espaço de intervenção mantendo a sua incrível traça e personalidade marcadamente industrial ao estilo da época da sua criação: 1846. Situada em Alcântara, este território de 23.000m2 tem vindo a adquirir um renovado ritmo associado a uma vivência diferente graças aos seus novos ocupantes provenientes dos mais variados campos profissionais. Em início de 2010, artistas e designers residentes foram convidados a apresentarem propostas de intervenção para as casas de banho. Localizadas em diversas zonas, umas mais expostas ao visitante ocasional, outras nem por isso, a curadoria do projecto foi entregue à Puppenhaus que lançou o repto metodicamente com um mailing feito a partir do simbólico cartão de suporte do rolo de papel.

O atelier-loja E Viveram Felizes Para Sempre, que já tinha anteriormente desenvolvido um site specific num espaço idêntico para produtora cinema Quioto, respondeu positivamente ao desafio intitulado Water Closet tendo a sua proposta sido uma das seleccionadas.
Assim, durante os próximos tempos a E Viveram Felizes Para Sempre estará focada nos preparativos e produção deste revamping. Com uma abordagem conceptual e estética surpreendente, a E Viveram Felizes Para Sempre convidou também outros artistas com os quais tem realizados projectos para participar.

O resultado será apresentado no próximo Open Day programado em meados de Outubro sendo editado uma publicação dedicada aos diversos site specific e autores. Actualmente, eis a matéria de trabalho que não distingue géneros ; ) Faz sentido, não?

 

domingo, 11 de abril de 2010

Kitsch Hostel com prémio internacional na categoria Melhor atmosfera


Em março 2010, HostelBookers Awards for Excelence 2010 premiou 3 Hostels em Portugal. O Kitsch Hostel, situado em Lisboa, integra a exclusiva lista dos hostels com melhor atmosfera. Um site specific realizado nas diferentes salas comuns desta recente unidade hoteleira para viajantes Low-cost realizado pela E Viveram Felizes para Sempre no final de 2008. A abordagem conceptual é que deu origem à sua designação tendo sido feito uma intervenção específica para cada espaço de acordo com a sua funcionalidade e o espírito do seu utilizador nesse momento. 
O centro de reservas HostelBookers atribuiu os Awards for Excelence 2010 em diversas categorias e a lista completa dos premiados pode ser consultada no site de reserva de hostels.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Hostel Kistch






Lisboa é uma cidade cada vez mais apetecível para o turista europeu, qualquer que seja a sua idade. Com o crescimento do fluxo de chegadas, com perfis diferenciados, Lisboa também foi conduzida a alargar como diversificar a sua oferta. Seguindo as tendências, foram surgindo os hósteis orientados para o jovem turista low budget que não se importa de partilhar o quarto com outros 4 viajantes mas não dispensa estar no centro da pulsação da cidade como o acesso gratuito à internet.  
Seduzido pelo trabalho de inspiração kitsch, a E Viveram Felizes para Sempre é convidada  a intervir em todos os espaços comuns. 

As Casas de Banho da Quioto


Em Junho 2008, os poucos residentes da LXFactory sentiam-se parte de uma nova comunidade criativa pelo que tinham por hábito circular neste vasto espaço fabril à procura de conhcer os seus novos companheiros de estrada. Foi assim que o Paulo Carboila, da Quioto, apareceu no Atelier num fim de tarde.
Tinha acabado de vir de umas pequenas férias em Madrid e estava a fazer algumas experiências com colagens usado os cartazes oriundos do bairro da Chueca onde tinha deambulado à procura de inspiração. Estes recortes e pedaços arrancados das paredes madrilenas acabaram por desencadear uma viragem na abordagem da E Viveram Felizes para sempre. Esta foi seguramente uma viagem marcante na medida em que passou a explorar a plasticidade gráfica do caos da mensagem assim como da sujidade urbana para formular uma nova narrativa. Nesta altura, tudo estava em ebulição procurando os diferentes caminhos da sua personalidade conceptual. 
Dois novissimos paineis estavam em repouso, no início do seu processo de secagem, quando despertaram a curiosidade do Paulo que não hesitou em entrar para perceber quem seria o autor. Inesperadamente para nós, mas com a determinação que o caracteriza, ele decidiu-se por um deles e no próprio dia mudar-se-ia para o espaço da Quioto. Convidados a conhecer a produtora, foi a oportunidade de lançar um novo desafio criativo para fazer uma intervenção nas casas de banho. 
Todo o espaço desta produtora foi cuidadosamente desenhado, expressando um carácter muito particular e sedutor reveladora da capacidade criativa do projecto. Por isso, o Paulo queria que também as casas de banho fossem um espaço que proporcionasse ao visitante uma experiência diferente e marcante. O objectivo era que estas fossem, marcadamente diferente do resto do espaço da produtora caracterizado pela sobriedade e minimalismo, e para usar as próprias palavras do Paulo "completamente loucas". Apesar de lançar o tema para a casa de banho masculina "GAY" foi-nos dado total liberdade criativa. Agosto foi o timeline para criar e surpreender no regresso da equipa que partia para umas merecidas férias com excepção da Rita Ruivo que daria apoio ao nível da produção. 
Não há dúvida que este seria um momento mágico que provocou um enorme "boost" de confiança. Além desta intervenção ser num formato completamente diferente do que tinha sido anteriormente desenvolvido, este foi um repto extremamente estimulante. 
Devido às limitações da área que estes dois espaços oferecia, foi no atelier que os paineis que funcionam como a base nasceram. 
Em contraponto com o tema Gay, o mote a casa de banho das senhoras seria centrado no conceito de conficionário. Simplesmente porque a mulher tem por hábito, quando está fora de casa, convidar as amigas a ir com ela. Nesta perspectiva, para a mulher, este é um espaço de cumplicidade e partilha, e concerteza que lá serão revelados inúmeros segredos ou formuladas estratégias. Em suma, tudo muito para além da sua inicial e tradicional funcionalidade. 
Depois de um delirante mês de trabalho, veio o momento da angustia: qual será a receptividade? A responsabilidade de poder corresponder às expectativas não deixava de ser proporcional ao grau de liberdade que foi dado. 
A 1ª reacção transmitida por telefone foi: Vocês passaram-se!!!
Aqui ficam algumas fotografias, da autoria da Revelamos (Nuno Antunes), convidando desde já cada um a partilhar a opinião.

For Him...




For her



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Série "VHS"

Sem título
Formato: 41 x 120 cm

Oeillet
Formato: 41 x 120 cm

TV Guia
Formato: 104x 80 cm

Toxic
Formato: 100 x 40

Sem título
Formato: 75 x 87 cm

LUI
Formato: 122 x 53 cm

Fashion Dita
Formato: 108 x 100 cm

Dallas

Cochon
Formato: 75 x 87 cm
Brosch
Formato: 67 x 96 cm

BES
Formato: 122 x 53 cm
Inspirado no tema da velocidade e aceleração que tão bem caracterizam a sociedade reflecte sobre a transformação da definição da linguagem, observando a canibalização da tecnologia sobre o conteúdo. De uma visão, ou perspectiva macro intimamente relacionada com registo analógico que grava e regrava, muda-se para uma perspectiva Nano da Era digital, focada no pixel de alta definição. Remetendo para a perda de geração e de memória, o projecto Geração VHS digitaliza o analógico, digere e regurgita uma forma alternativa de “entretenimento”.  

Série "Terceira Via"

Ghost
Formato: 91 x 138 cm

ViceVerso
Formato: 91 x 138 cm
Chueca
Formato: 91 x 138 cm

Da apropriação de mensagens urbanas, encarquilhadas pela erosão do tempo, vão-se descascando e desconstruindo numa combinação abstracta. Inspirado na Arte Povera, faz em terceira mão a dissecação deste corpo físico gráfico, transformando-o num ser híbrido. Uma reinterpretação terrorista do original que questiona o valor do material numa economia neoliberal contemporânea.

Série "Story Teller"

Obséssions Mamaires
Formato: 41 x 100 cm

Hora da Sorte
Formato: 138 x 91 cm

Travis
Formato: 41 x 100 cm
Ovo de Colombo
Formato: 41 x 100 cm


Beau Gosse
Formato: 41 x 100cm